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Abilumi recomenda que Reluz seja prioridade federal
O Reluz é um projeto do governo federal que tem benefícios de fácil verificação, entre eles, a colaboração para a redução do aquecimento global, o impacto direto no custo do serviço de iluminação pública prestado aos cidadãos, e também por liberar, definitivamente, dinheiro do orçamento municipal para questões mais urgentes, tais como saúde e educação. No último projeto apresentado por São Paulo ao Reluz, estava prevista a troca de 15 mil lâmpadas de mercúrio por outras de vapor de sódio, por mês, até 2008, totalizando 320 mil. No entanto, essa troca das lâmpadas de mercúrio pelas de vapor de sódio, que são mais econômicas e iluminam mais, está parada desde novembro na cidade de São Paulo. As lâmpadas de vapor de sódio, mais duradouras e econômicas, têm o potencial de fazer a cidade poupar R$45 milhões por ano. Esta é a economia que poderia ser feita apenas na cidade de São Paulo, e com certeza afeta seus moradores. Mas não podemos deixar de projetar o que esta situação representa em elevação do custo da iluminação pública para todos os brasileiros, pois o problema afeta a grande maioria das cidades brasileiras. A interrupção da troca das lâmpadas de mercúrio pelas de vapor vem ocorrendo porque um repasse de R$84 milhões de verbas da Eletrobrás à capital foi paralisado por ordem do Tesouro Nacional, que cobra da Prefeitura uma dívida com a União. Na opinião das entidades que representam o setor, e também da ABilumi – Associação de Importadores de Produtos de Iluminação, essa paralização não se justifica, pois o dinheiro da Eletrobrás vem unicamente de um fundo alimentado pela Contribuição para o Serviço de Iluminação Pública (Cosip), taxa descontada na conta de energia de todo brasileiro que paga uma conta de luz. Além disso, para sacar o dinheiro do fundo, as prefeituras têm de apresentar projeto à Eletrobrás, pelo Programa Nacional de Iluminação Pública (Reluz), procedimento que valeu até 2005, quando a liberação da verba passou a precisar também do aval do Tesouro. O Reluz é um projeto do governo federal que tem benefícios de fácil verificação, entre eles, a colaboração para a redução do aquecimento global, o impacto direto no custo do serviço de iluminação pública prestado aos cidadãos, e também por liberar, definitivamente, dinheiro do orçamento municipal para questões mais urgentes, tais como saúde e educação. A ABilumi vem buscando apresentar uma solução às autoridades envolvidas. Mas, ao mesmo tempo, alerta que esta situação, além de prejudicar a economia dos municípios e a segurança dos contribuintes, também enfraquece este mercado, que, com as licitações suspensas, coloca em risco a manutenção de milhares de empregos diretos e indiretos criados nas diversas fases da cadeia de entrega da iluminação pública, que vai desde a produção de insumos como postes, peças e fios, até de serviços de profissionais de manutenção das referidas redes. De acordo com o presidente da ABilumi, Alexandre Cricci, a entidade vem procurando entender melhor o problema, e teme que este interessante projeto venha a se perder nos meandros da burocracia estatal. “Estamos procurando entender os entraves do problema e ajudar as autoridades a encontrar uma solução, pois com a ameaça de déficit de energia, o Reluz deve ser prioridade para o governo federal”, completa.
Fonte: Abilumi |