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A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77,7% em
2009, em relação ao ano anterior. Com isso, o país passou a ter uma
capacidade instalada de 606 megawatts (MW), contra os 341 MW de 2008. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (3) pelo Conselho Global de
Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), mostram que o Brasil cresceu
mais do que o dobro da média mundial, que foi de 31%.
O crescimento brasileiro foi maior, por exemplo, que o dos Estados
Unidos, que teve aumento de 39%; o da Índia (13%) e o da Europa (16%),
mas menor que o da China, cuja capacidade de geração ampliou-se em
107%.
O Brasil também cresceu menos do que a média da América Latina, cujo
aumento foi de 95%, puxado, em grande parte, pelas expansões de
capacidade do México (137%), Chile (740%), da Costa Rica (67%) e
Nicarágua (que saiu de zero para 40 MW).
De acordo com a pesquisa, a capacidade da América Latina passou de
653 MW para 1,27 gigawatt (GW ou 1.270 MW), enquanto a capacidade do
mundo ampliou-se em 37,5 GW, chegando a 157,9 GW. Em termos absolutos,
os Estados Unidos têm uma capacidade de 35 GW, a China, de 25 GW, a
Índia, de 11 GW e a Europa, de 76 GW.
O Brasil responde por cerca da metade da capacidade instalada na
América Latina, mas representa apenas 0,38% do total mundial. Para o
diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica
(ABEEólica), Pedro Perrelli, o desenvolvimento do parque eólico do país
só não é maior porque o Brasil tem muita capacidade hidrelétrica
instalada e potencial.
Segundo ele, apesar disso, o Brasil tem ainda muito terreno para
crescer na energia eólica. "A energia eólica é importante, porque ela é
complementar a esse potencial hidráulico. Inclusive porque ela não
consome água, que é um bem cada vez mais escasso e vai ficar cada vez
mais controlado", disse Perrelli.
De acordo com a ABEEólica, a capacidade instalada de energia eólica
no Brasil deve crescer ainda mais nos próximos anos. Isso porque um
leilão realizado no ano passado comercializou 1.805 MW, que devem ser
entregues até 2012.
Fonte: Folha Online
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