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Raio laser de fibra óptica é melhor, mais barato e permitirá novas aplicações

Quando os lasers foram desenvolvidos nos anos 1960, eles eram uma solução procurando por um problema para resolver. Desde então, eles se tornaram uma ferramenta essencial em áreas tão diferentes quanto as da nanotecnologia e da biomedicina.

Lasers de fibras ópticas

Uma nova geração de lasers de fibras ópticas ultra-rápidos sendo desenvolvida na Europa está criando ainda mais usos para esses feixes de luz de alta intensidade e, ao mesmo tempo, baixando seus custos de produção e manutenção e aumentando sua eficiência. Até hoje, muitos lasers comerciais ultra-rápidos - do tipo que emite luz em pulsos curtos para aplicações industriais ou para espectroscopia - têm sido baseados na tecnologia de estado sólido, utilizando componentes ópticos volumosos. Entretanto, eles têm várias desvantagens, não menos consideráveis do que seu grande tamanho e altos custos de produção e de manutenção - problemas que podem ser resolvidos com a utilização de fibras ópticas, ao invés do ar, para transmitir a luz.

Novas aplicações

"Lasers de fibras podem substituir os lasers de estado sólido na maioria das aplicações, assim como abrir as portas para novas aplicações," explica Mircea Guina, pesquisador da Universidade Tampere, na Finlândia. Guina é o gerente do projeto Uranus, que está desenvolvendo os lasers de fibras ópticas que deverão permitir a fabricação de equipamentos nanotecnológicos ainda menores do que é possível hoje e permitir a demonstração prática de novas aplicações, como a tomografia de coerência óptica, uma técnica de imageamento digital 3D utilizada na medicina, entre muitas outras aplicações. "Há literalmente centenas de usos," diz ele.

Menor potência

Estas novas aplicações não são o único benefício dos lasers de fibra ultra- rápidos. Em comparação com os lasers de estado sólido, os sistemas de fibras ópticas são mais eficientes e mais baratos de se fabricar. Estima-se que um laser industrial de fibra óptica custe ao redor de US$50.000,00, contra US$150.000,00 dos atuais lasers de estado sólido. "A fibra é muito mais eficiente do que o ar para levar a luz ao seu alvo, de forma que é necessário menos potência para atingir os mesmos resultados que os sistemas de estado sólido. Ela é também mais estável e robusta," diz o cientista.

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

 


Golden Plus propõe alternativa para a iluminação pública

Oferecer uma alternativa para a iluminação pública que possibilite eficiência energética, economia e qualidade de luz. Esta é a proposta da empresa de iluminação Golden Plus que apresentou para concessionárias e indústrias ligadas a Associação Brasileira das Empresas de Conservação de Energia (Abesco), no dia 7 de novembro, no Hotel Crowne Plaza, em São Paulo (SP), as lâmpadas metálicas com tecnologia da norte-americana Venture Lighting.

A Abesco apoiou o evento em parceria com a Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi). A idéia foi apresentada pelo diretor da Golden Plus, Ricardo Cricci, pelo diretor-comercial para América Latina da Venture Lighting Latin America, James McPhilips e pelo vice-presidente da Venture, Ken Hawley.

A proposta é incentivar a troca das lâmpadas de vapor de sódio pelas lâmpadas metálicas na iluminação pública – atualmente este tipo de iluminação representa apenas 0,5% do parque instalado no Brasil. A Venture garante que a substituição resultaria em economia de 20% a 50% no consumo de energia. Além disso, segundo o fabricante, a lâmpada de sódio não tem a mesma capacidade de iluminação que a metálica. Enquanto seu índice de luminosidade é de 22%, o da metálica chega a 95%. “As pessoas têm necessidade de economia energética, segurança pública e claridade visual, necessidades que a lâmpada metálica pode atender”, ressalta o diretor comercial para América Latina da Venture, James Mcphilips.

A meta é conquistar pelo menos 5% do mercado de iluminação pública no Brasil com as lâmpadas metálicas Uniform Pulse Start e Natural White, fabricadas pela Venture Lighting Latin America e importadas e representadas no País pela Golden Plus. Para a diretora executiva da Abesco, Maria Cecília Amaral, para convencer os associados a fazer a substituição é preciso muito mais do que demonstrar a capacidade em palestras, é preciso comprovar a eficiência na prática. “Para isso estou estudando junto a Golden Plus como vamos demonstrar a eficiência das lâmpadas metálicas para os engenheiros associados à Abesco”, diz.

Este é o segundo evento organizado pela Golden Plus com a proposta de demonstrar a eficiência das lâmpadas metálicas. No dia 17 de setembro a empresa reuniu no Onne Unigolf, em São Paulo (SP), engenheiros, construtoras, lighting designers, fabricantes de luminárias e especificadoras em um outro evento para falar sobre as lâmpadas metálicas. A estratégia da Golden Plus é conquistar o mercado e chegar aos 5% de participação com a disseminação de conhecimentos sobre as lâmpadas metálicas. Além das palestras, profissionais devem visitar lojas e ministrar cursos nas capitais do País. “Precisamos derrubar o paradigma de que as lâmpadas a vapor de sódio são melhores que a metálica”, afirma o diretor da Golden Plus, Alexandre Cricci.

As lâmpadas metálicas não são novas no mercado, a tecnologia existe há 36 anos, “mas está renovada e mais eficiente”, garante Ricardo Cricci. Tal tecnologia já foi testada no Rio de Janeiro, onde as lâmpadas foram aplicadas no programa de eficiência na iluminação e no Projeto Rio Cidade, em 1999 e 2000, e já atende a 18 mil pontos de iluminação na cidade. Outro exemplo da utilização da lâmpada metálica é o projeto de iluminação pública da Cidade do México, que em 2005 colocou 100 mil lâmpadas a vapor metálico em uso, o que gerou uma economia de até 50% no consumo de energia se comparada às lâmpadas a vapor de sódio.

“A cidade economizou mais de US$5 milhões por ano e conquistou uma qualidade de luz melhor que a proporcionada pela lâmpada a vapor de sódio, a qual tem a reprodução de cor muito baixa e não passa a sensação de conforto que a lâmpada metálica permite”, garante.

O investimento no mercado brasileiro foi incentivado pelos dados estatísticos divulgados pela Eletrobrás, que revelam um parque de iluminação pública no Brasil com cerca de 14 milhões de pontos. Outra medida que incentivou a parceria e a aposta no Brasil foi a inclusão da lâmpada metálica como uma alternativa no Programa Nacional de Iluminação Pública (Reluz).

Fonte: Nara Faria - www.portallumiere.com.br

 

 
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